sábado, 18 de outubro de 2014

Coty & Princesas

Conhecemos a empresa  Coty cosmopolita, cidadã internacional, ao alcance de todos, porém houve época em que a perfumaria esteve no toucador de princesas.
Além do pioneirismo e inovação na arte e no comércio de perfumes Francois Coty, um dos primeiros perfumistas cliente de Rene Lalique,  praticamente reinventou as embalagens e garrafas de vidro para perfumaria.
Mais de 30 garrafinhas foram desenhadas pelo designer para a perfumaria Coty, entre as quais La Violette Pourpre.


Este frasco está relacionado no livro  de Felix Marcilhac, sobre renè Lalique,  como embalagem de Le Muguet Coty, de 1912. Entretanto já existia em 1906.
Não era incomum o mesmo frasco abrigar várias fragrâncias diferentes  mudando-se o rótulo. Ou  o mesmo perfume  ser oferecido em frascos diferentes, como edições de livros.
La Violette Pourpre (1906) não alcançou a mesma popularidade de Muguet (1910) e publicações apontam que seu rótulo apresenta uma figura feminina voluprtuosa com a inscrição La Violette Pourpre  - Coty, Paris France.
Retangular a pequena garrafa é fechada com uma tampa esculpida na forma de borboleta com assinatura Lalique e numeração gravada na base.


No Museu Tsarskoye Selo é exibida uma coleção de seis frascos usados pela Imperatriz Fyodorovna, incluindo seu preferido White Rose  de Atkinsons e várias garrafinhas Coty: Violette Pourpre,  Jasmin de Corse e La Rose Jaqueminot.
Consta que as jovens princesas Romanov tinham predileções definidas por diferentes fragrâncias.


Anastasia preferia la Violette Pourpre (1906), Olga  gostava de La Rose Jacqueminot ou Tea Rose (1902), Tatiana usava Jasmin de Corse (1906) e Maria se definiu por  Lilas Pourpre (1911).

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Chypre d'Orient eau de toilette - Molinard


Espírito da Fragrância
Art Déco (arts décoratifs - 1920 à 1930)  representa a época dourada  da perfumaria clássica. Na primavera de 2007  Molinard lançou fragrâncias que homenageiam esta era.
Inicialmente  marcada  pela  influência da assimetria ondulada, detalhada e floral  da  art nouveau  assumiu  forma  em linhas geométricas ou retas  e natureza abstrata.
Rica e abrangente combinou movimentos vanguardistas  com a cultura hindu, asteca, egípcia e russa influenciando arquitetura, artes plásticas, cinema, moda e  perfumaria. Representava figuras femininas  de traços limpos  e genuínos.
Tradução déco se  manifesta nas linhas do frasco  de Chypre d'Oriente, na construção exótica e oriental da fragrância e na elegância  clara que acompanha toda evolução.


Percepção Pessoal
Nos primeiros segundo fragrâncias Molinard modernas geralmente não me encantam. Talvez pelo álcool que se dissipa rapidamente mas penetra forte no olfato. 
Chypre d'Orient eau de toilette não fugiu a quase regra.
Em paralelo percebi um estranho toque alcalino associado ao salgado...o que foi muito gustativo e fugaz. Não consegui associar com usuais  acordes de topo, entretanto  flores e gálbano rapidamente se fazem presentes em associação doce e fresca .
Evolui bem com riqueza de detalhes. Tons verdes, amarelos e metálicos  na doçura  que experimenta especiarias vestindo condimentos apimentados.
Levemente, apenas para realçar o sabor.
Chypre quente e elegante que me conquistou definitivamente no drydown provocando a sensação delicada de doçuras aveludadas, levemente empoeiradas.
Equilíbrio na combinação de  musgo e patchuli funcionam como adornos  para o bouquet . Em conjunção com notas orientais e delicadas de almíscar e âmbar ressaltam a exuberância de flores,  envolvendo de forma viciante e prazerosa.


Prós e Contras
Clássico e elegante mostra o lado menos verde e sombrio dos chypres. Apesar de perder a intensidade de sillage na evolução o aroma persiste durante tempo prolongado expressando sua vitalidade em ondas ou picos ocasionais que alegram o olfato. Ótimo  para os que apreciam esta família e reinterpretação de aromas vintage. Provavelmente não atrairá  os que procuram  limpidez dos florais, aquáticos, ou fragrâncias clean no estilo lavanderia.

Similaridade Olfativa
Na indicação de leitores, em sites e revistas on line, é apontada a semelhança com lindos chypres da velha escola, como o original Chypre Coty, Diorama de Dior na versão vintage e Miss Dior original de 1947. Também com Yvresse, Apercu de Houbigant,  Mitsouko Guerlain e  Femme Rochas.
Realmente é  perceptível a conotação com chypres clássicos, doces,  frescos, e resinosos. Percebo alguns traços e acordes presentes  na perfumaria Guerlain,  Balmain e Rochas.


Ficha Técnica
Família Olfativa: Chypre floral, 2007
Gênero: Feminino
Coleção: Les Orientaux
Designer: Molinard
Rastro: Intenso a moderado
Fixação: Ótima
Frasco: Estilo art deco.
Pirâmide Olfativa:
  • Topo - Tangerina, neroli, bergamota, gálbano, jasmim
  • Coração -Íris, jasmim, rosa, jasmim-do-imperador (osmanthus), 
  • Base -Âmbar, patchuli, almíscar e musgo de carvalho
Classificação

Arte Irmã: Summertime  na voz de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong - ou a versão Norah Jones - igualmente bela.


domingo, 12 de outubro de 2014

Perfumes Perdidos...Lost Perfumes - Távola 7


Frasco de Perfume do Antigo Egito ( 1353-1336), Período Amarna, Dinastia 18 Reino de Akhenaten-ca

Sombras do ontem atormentam a garota que fugiu para o continente americano tentando esquecer um passado trágico.
Finalmente,  herdeira de tradicional perfumaria francesa, tentando resolver urgentes problemas financeiros, retorna a Paris, onde se depara com  intrincado mistério.
Seguindo a trilha de um perfume perdido mergulha no passado, revivendo a história  de personagens do Egito de Cleópatra, da França revolucionária, dos conflitos entre o Tibete e a China,  numa viagem de 2000 anos.
Subito a vontade aparece e vasculho a grande nuvem ciber  a procura de um exemplar deste romance  The Book of Lost Fragrances -  M.J. Rose


Entretanto uma distração maior...meus próprios perfumes (sonhos) perdidos, que despertam infinita curiosidade pelas histórias escondidas nos belos frascos, pelos aromas esvanecidos,  assim mais instigantes.
Imperiosos, eles  vem  na minha direção como fantasmas fluindo das pequenas perfumarias nas bucólicas vielas de pedras, cuja sonoridade dos nomes resulta em esdrúxulo poema.


E,  minutos se transformam em horas,  que  escoam rapidamente  ao longo destas imagens.
Venha...estamos em 1900.


1900 - Chypre de Coty - Cítricos, flores e musgo no perfume que originou a família olfativa chypre.


1901- Azurea - Criação de Jacques Rouché e Georges Darzen para a perfumaria L.T. Piver em frasco da cristaleria Baccarat.  Perfumaria que iniciou como pequena loja por volta de 1770; gerenciada  pela família Piver mudou de nome em 1813 com o primeiro perfume registrado em 1850.


1904 - Champs Elysees - O tradicional bouquet floral descontinuado foi reformulado em 1996. Idealização de  Jean-Paul Guerlain  tornou famoso o icônico frasco de Robert Granai inspirado na arquitetura dos arredores de Champs Elysees de Paris.


1906 - Shem El Nessim  - Também conhecido por The Scent of Araby  ressurgiu quando antigas fórmulas foram descobertas permitindo a reabertura da casa John Grossmith & Son Ltda.


1909 - Le Régent de France - Chypre da perfumaria de  Thomas Jones Paris, frasco da cristaleria Baccarat.


1910 - La Couronne - Fougere da perfumaria Gueldy


1911 - Chevalier d'Orsay - Masculino, aromático especiado da perfumaria d'Orsay que iniciou através do dandy Alfred d'Orsay em 1830, ocorrendo  o primeiro lançamento oficial em perfumaria no ano de 1865.


1911 - Fleurs d'Amour - De Roger Gallet  fragrância lançada em 1902 deu origem à linha de cosméticos incluindo extrato de perfume, água de banho, sabonete, sais de banho, talco e pó facial.


1898 - Enigma - Da perfumaria Lubin foi lançado em 1898, descontinuado, e relançado em 1921. O frasco em forma de pirâmide  foi criação de Julien Viard.


1914 - Canard - Garrafa verde com tampa em bronze, criação de Jacques Guerlain


1918 - Bouquet de Papillons da perfumaria  Lubin em frasco de Maurice Depinoix. Embalado em luxuosa caixa redonda de papelão cujo tampo almofadado ostentava borboletas e flores bordadas em seda. Interior da caixa forrado em cetim.


1920 - Giardini - Perfume para  Babani,  famoso designer de quimonos. A garrafa de vidro soprado, representa uma árvore ornamental verde acomodada dentro de uma caixa dourada.com os nomes Babani e Giardini gravados.


1920s  Orchidee - Para a perfumaria Renaud em frasco de Julien Viard na caixa de pátina  e veludo lavanda.



1923 - La Fille du Roi de Chine - Ou The Daughter Of The King Of China. Um dos 4 perfumes lançados por La Maison des  Soeurs Callot em 1923. Esta é fragrância chypre , couro, amadeirada.


1924 - 5 Fleurs eau de cologne para Forvil Paris e frasco de René Lalique


1925 - Le Narcisse Bleu - Mury Parfumeur. Frasco em cristal, pátina azul, dentro de caixa de papel cartão forrada com veludo. A maison foi afiliada com Henri Muraour da empresa de óleos essenciais no Norte da África em 1789. Com duas filiais, uma em Argel e outra em Grasse, se tornaram sucesso  na década de 20 quando Narciso Bleu foi lançado.


1925 - Promesa  de Myrurgia , Barcelona/ Espanha na garrafa de Julien Viard em 1925. Promesa foi lançado em 1917 pela empresa que surgiu no ano anterior.


1925 - Claire Orée - Coty . Designer e manufatura do frasco por  René Lalique


1925 - Lierre e Lyseron  de A. Euzière Paris em Grasse. Frasco octognal criado por Julien Viard


1925 - L'Ocean Bleu - Da perfumaria Lubin  o frasco,  cristaleria Baccarat, é um coração invertido formado pelas curvas de dois golfinhos.O centro da garrafa forma um espaço vazio. De tema oriental  a caixa é decorada com uma árvore na beira do mar.


1925 - Tout Les Fleurs - Fundada por Henriette Gabilla, a perfumaria como mesmo nome lançou esta fragrância em frasco de cristal Lalique .


1926 - Vers La Joie - Art deco na caixa, criação de Julien Viard para o frasco na fragrância da Maison Rigaud.


1928 - Couer de Femme - Myon parfumeurs. criado por Simon Jarolawski perfumista ativo entre as duas Grandes Guerras Mundiais líder nas casas Ybry, fioret e Myon. Frasco da cristaleria Baccarat


1930- No. 10 - W.I. Addis - Frasco de Julien Viard

Arte Irmã: A beleza da música de Chiquinha Gonzaga ( 1837 - 1935)- Lua Branca ( performance de Marcus Viana e Maria Tereza Madeira).


Imagens: Composições e colagens de Elisabeth com frascos vintage  sobre emblema de serralheiros de Paris ( 1760-1790); Capa do livro The Book Of lost Fragrances; Texto sobre  imagem livre de Astrid's Artistic Efforts; frascos vintage de perfumaria ( ebay) sobre arte de Astrid's Artistic Efforts;   frascos vintage sobre art nouveau de Alphons Maria Mucha; frascos vintage sobre arte de Rene Gruau; frascos vintage sobre arte de Romain de Tirtoff.


*Confira os Perfumes Perdidos de outros autores sobre perfumaria, participantes da Távola 7 ou Mesa Redonda 7.
A Louca dos Perfumes ( Diana Alcântara), Estante Perfumada ( Mariana Rocha), Helen Fernanda ( Helen Fernanda), Le Monde  Est Beau ( Juliana Toledo), Odorata Parfuns ( Cris Bazzonni), Parfumée ( Priscila Lini ), Parfums et Poesié ( Lilia de Paula), Perfumart ( Cassiano Silva), Pimenta Vanilla ( Carla Biscaglia), Templo dos Perfumes ( Cris Nobre), Van Mulherzinha ( Vanessíssima), Village Beauté  ( Dâmaris O. B. Silva. )

 

Rogério Dias no Bate e Rebate IV


Arte é uma linguagem que impressiona os sentidos e a alma. Desde o nascimento da espécie, somos seduzidos pela forma, cores, sons, movimentos e odores, de maneira quase mística.
Estas expressões estão entrelaçadas, galvanizadas e aquele que sucumbe ao fascínio da arte está submisso à todas as formas.
Rogério Dias, pintor, desenhista, gravador, escultor, design gráfico, cartunista, ator, ilustrador, cenógrafo, publicitário nasceu em Jacarézinho, no Paraná, um dos belos estados brasileiros.


No seu currículo consta a colaboração com agências de publicidade, exercícios como designer de moda, peças de teatro e filmes, como ator, cenógrafo, cartunista e ilustrador.
Direção de Arte em publicações, painéis da cidade de Curitiba e contribuição com projetos no Ministério de Educação e Cultura enriquecem este percurso artístico.
Porém o que mais impressiona em toda a trajetória é a obra!


As pinturas e esculturas  tem como temática principal os pássaros, também figuras humanas, homens e mulheres impressivos , da literatura ( Don Quixote) e religião ( São Francisco de Assis) em diversas fases da extensa trajetória artística.
Vívidos e  expressivos como se cada ave representasse uma faceta do homem os pássaros pintados e esculpidos por Rogério Dias são fenestras da alma, onde podemos nos espelhar.
Tal sensibilidade artística também se deixa seduzir pelos aromas, que fazem parte do processo criativo deste múltiplo e talentoso artista, um amante da Natureza..


1.Elisabeth - Como os aromas influenciam seu trabalho?  Você costuma usar perfumes quando está em processo criativo ou os cheiros atrapalham ?
Rogerio - A partir de um trabalho realizado em 2006, no qual precisei relacionar minha criação à um aroma, tive contato com perfumistas, que além de me ensinarem um pouco sobre o assunto, me presentearam com um Kit que continha várias essências e óleos essenciais.
Passei a usá-las para perfumar meu ateliê, durante certo tempo, fazendo as misturas que mais me agradavam.
Percebo agora que os cheiros, assim como a música (Jazz e blues) nos remetem à estados propícios para a criação.


2. Elisabeth - Fantástico Rogério, você exemplifica a interação entre as formas de arte.
Em relação à sua arte como foi o despertar ? Quando percebeu sua veia artística ?
Rogério - Desde muito pequeno convivi com arte em casa. Minha mãe era pianista, meu pai poeta e meu irmão pintor. Ele era ajudante de Sigaud (Eugênio de Proença Sigaud) na pintura dos murais da Catedral de Jacarezinho. Eu gostava muito de ficar observando tanto o trabalho de Sigaud como o do espanhol Blasco y Vaquet que esculpiu as figuras da Catedral. Isso entre 8 e 10 anos.
O médico da família também era pintor, frequentemente formava um grupo para pintar paisagens nos arredores da cidade, e eu costumava acompanhá-lo.
Na verdade o Dr. Renato Quintanilha foi o meu primeiro ( e único) professor.


3. Elisabeth - E quais são os aromas prediletos desta época? Que recordam a sua infância?
Rogerio - O aroma das flores de laranjeira e de manga.


4. Elisabeth - Flor de laranjeira! Nossa geração teve infância privilegiada!
Existe um perfume especial na sua memória ? Que desperte lembranças?
Rogério - Maderas de Oriente. Um perfume forte que minha mãe usava durante as viagens que fazíamos de Jacarezinho à Santo Antonio da Platina para visitar meus avós.


5. Elisabeth - É incrível como viagens de infância são inesquecíveis e marcantes.
Você lembra de algum fato especial ou uma situação engraçada relacionada com perfumes ?
Rogério - Sim. Durante estas mesmas viagens eu passava muito mal com o cheiro do perfume...



6. Elisabeth - Eh! Uma recordação poderosa sem dúvida!  Este perfume também faz parte das memórias de Erico Veríssimo ...Estou em ótimas companhias!
Se você fosse perfumista que tipo de perfume faria ?
Rogério - Faria um perfume suave como a noite.


7.Elisabeth - Belo! E, se você fosse um aroma, uma nota olfativa qual seria? Qual refletiria sua essência?
Rogerio - Acredito que eu seria uma nota de fundo.


Elisabeth - Humm...Uma nota de base persistente e densa. Quem sabe para sua maneira de ser e sua arte um mousse de chene com o aroma vigoroso e profundo como o do carvalho!
Rogério Dias, talentoso artista e pessoa muito querida, agradeço imensamente sua participação aqui onde reunimos os aficcionados da perfumaria.
É uma honra para mim e com certeza um deleite para todos. Grande abraço extensivo a sua também talentosa esposa e filhos.


Obra, biografia e informações sobre Rogério Dias podem ser conferidos no site Arte e Educação e no perfil do artista na página  Rogério Dias -facebook.

Imagens: Pesquisadas na Web e gentilmente cedidas pelo artista Rogério Dias. Telas, desenhos bico de pena e esculturas de 1980 à data de hoje.

Vídeo:Rogério Dias - Andorinha Preta.


Vídeo: Exposição de Rogerio Dias em Rouen - 2010

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Jermyn Street eau de parfum - Floris London



Floris London é um negócio familiar centenário cuja sede está no endereço 89, Jermyn Street em St James há 284 anos.
Nesse local, em 1730 trafegavam iniciativas empresariais, imigrações e excitantes oportunidades.
Ali Edward Bodenham foi marcado por um pequeno acidente na sua infância. Quando saía da loja carregando uma caixa de fragrâncias, para fazer entregas, caiu espalhando o conteúdo pela rua perfumando-a durante muito tempo.

Além disso, na época, havia manipulação de matéria prima na loja, o que garantia fragrância doce e inebriante a se espalhar pela redondeza.  
Jermin Street eau de parfum celebra tal origem, a rua e seu comércio secular.
Representa as árvores (London planetree) comumente encontradas na cidade, algumas ainda ao redor, a doçura fresca e e crocante  do algodão na tradicional camisaria de Henry Jermyn, o refinamento do gin no velho Coopper stylls  (Copper Fox Distillery).
Cedro, âmbar e almíscar dão a tônica prometendo elegância discreta e sofisticação.

Pirâmide olfativa
  • Topo - Bergamota, tangerina, vetiver, violeta
  • Coração - Coentro, vetiver, artemísia (moxa),baga de zimbro
  • Base - âmbar, madeira de cedro, almíscar, vetiver.